espaço para o questionamento dos direitos humanos dos usuários do sistema de saúde mental.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
EXTENSÃO EM SAÚDE MENTAL CLÍNICA DA URGÊNCIA
Clínica da Urgência em Saúde Mental Coordenadores: Felipe Brognoli e Fabiano Miguel Valerio Objetivo Geral: fornecer subsídios teórico-técnicos aos participantes para atuação em situações de urgência em saúde mental a partir das proposições da Reforma Psiquiátrica brasileira Programa: ü Fundamentos da Clínica da Urgência em Saúde Mental ü Psicofarmacologia, Técnicas e Procedimentos na Clinica da Urgência ü Clinica da Urgência e Estruturas Clínicas ü Clinica da Urgência e Níveis de Atenção à Saúde Público Alvo: Estudantes e Profissionais da Área da Saúde Vagas: 40 Carga Horária: 16 horas Data de Realização: 16 e 30 de abril de 2011 Local do Evento: CESUSC
DIA NACIONAL DA LUTA ANTIMANICOMIAL
O Movimento Nacional da Luta Antimanicomial surgiu no final da década de 1980 e esse ano completa seus 30 anos. Construido à partir de uma articulação entre profissionais de saúde, estudantes, usuários dos serviços de saúde mental, familiares e movimentos sociais, o MNLA, que surgiu em Bauru-SP, vem se consolidando a cada ano e expandindo sua atuação por todo o país. Nesses árduas anos de luta, alguns avanços foram feitos, como por exemplo a Lei Paulo Delgado (2001) que define os parâmetros da Reforma Psiquiatrica, bem como a constituição da Rede Internúcleos, que organiza o movimento nas diveras localidades do país, considerando as diferenças regionais e as demandas emergencias, nunca perdendo de vista a sua palavra de ordem "Por uma Sociedade Sem Manicômios". O MNLA reinvindica, além da efetivação da Reforma Psiquiátrica, a construção de um modelo de saúde Mental substitutivo, em detrimento das práticas manicomias. Uma rede composta por Centros de Atenção Psicosocial (CAPS), leitos psiquiátricos em hospitais gerais, prontos socorro psiquiátricos, e que acima de tudo, preze pela integração da equipe multidisciplinar e a humanização dos serviços de saúde mental. Preza-se também pela acessibilidade do serviço a todos que dele necessitam, pela participação da família no processo dos cuidados, da intervenção direta na comunidade e especialmente pela resignificação da loucura. O Dia Nacional da Luta Antimanicomial é repleto de debates e mobilizações. Somando às mobilizações que vem acontecendo em torno do processo de realização da IV Conferência Nacional de Saúde Mental, conquistada a partir da Marcha dos Usuários à Brasília. Contamos mais uma vez com a participação de todos e todas para a celebração de mais um 18 de maio repleto de beleza, alegria e criatividade. Acompanhe as comemorações do Dia Nacional da Luta Antimanicomial na Cinelândia - Rio de Janeiro/RJ CLICANDO AQUI. 15:00 - Esquenta: Grupo Pirei na Cenna -30´- Coletivo Carnavalesco Tá Pirando Pirado Pirou - 30´- Bloco Carnavalesco Loucura Suburbana - 30´- Abertura: Zé Tonhão (ator Rafael Carvalho)16:30 - Chama: Cancioneiros do IPUB - 30´16:45 - Chama: Chacal – 15’17:00 - Chama: Harmonia Enlouquece - 30´17:30 - Chacal – 15’17:45 - Exibição TV Pinel - 20’18:05 - Chicas 30’ Deixe nos comentários os locais de comemorações, palestras e protestos na sua cidade. Extraído do blog: http://saudementalecidadania.blogspot.com
OFICINA DE CINEMA
Recentemente, a Rede de Saúde Mental e ECOSOL realizou uma Roda de Conversa com os trabalhadores da saúde mental de Taboão da Serra, onde discutimos a inclusão social pelo trabalho, através do Filme Si Puo Fare (Dá para Fazer). Na V Feira de Saúde Mental e ECOSOL, dia 21 de Maio, já teremos a participação da cidade de Taboão da Serra. Conheçam e Divulguem!! - Blog da Oficina Experimental de Cinema Digital do Centro de Convivência e Cultura de Taboão da Serra – SP
terça-feira, 22 de março de 2011
Filme: Si Puo Fare (Dá para Fazer) e Roda de Conversa em Taboão da Serra
Posted: 16 Mar 2011 10:14 AM PDT
O GT de Saúde Mental de Taboão da Serra, através de sua Coordenadora Fernanda Zanetti Cinalli organizou a exposição do Filme Si Puo Fare e uma Roda de Conversa visando discutir o filme e os desafios para a inserção social pelo trabalho de usuários de saúde mental.
Em uma sessão perto de você!!!
Dia 29/03/2011
No GT de Saúde Mental – Taboão da Serra
Venha rir e se emocionar conosco!!
Nello, um sindicalista afastado do sindicato por suas ideias avançadas, se vê dirigindo uma cooperativa de doentes mentais, ex-pacientes dos manicômios fechados pela Lei Basaglia. Acreditando firmemente na dignidade do trabalho, ele convence os sócios a substituir as esmolas assistencialistas por um trabalho de verdade, inventando para cada um, uma atividade incrivelmente adaptada às respectivas capacidades, mas indo também ao encontro às inevitáveis e humanas contradições. Um tema importante, tratado com humor e delicadeza, divertido e comovente, que pode parecer uma bonita fábula, mas que na verdade retrata uma realidade atual. Mais uma pérola do cinema italiano! Direção: Giulio Manfredonia / Roteiro: Fabio Bonifacci, Giulio Manfredonia / Estrelando: Claudio Bisio, Anita Caprioli e Giuseppe Battiston / 111 min / 31 October 2008 (Italy)
Após o filme: Roda de Conversa e discussão com Leonardo Pinho. Educador popular, do Fórum Paulista de Economia Solidária, assessor em economia solidária da Rede de Saúde Mental e Economia Solidária do Estado de São Paulo, membro da Associação Vida em Ação.
Posted: 16 Mar 2011 10:14 AM PDT
O GT de Saúde Mental de Taboão da Serra, através de sua Coordenadora Fernanda Zanetti Cinalli organizou a exposição do Filme Si Puo Fare e uma Roda de Conversa visando discutir o filme e os desafios para a inserção social pelo trabalho de usuários de saúde mental.
Em uma sessão perto de você!!!
Dia 29/03/2011
No GT de Saúde Mental – Taboão da Serra
Venha rir e se emocionar conosco!!
Nello, um sindicalista afastado do sindicato por suas ideias avançadas, se vê dirigindo uma cooperativa de doentes mentais, ex-pacientes dos manicômios fechados pela Lei Basaglia. Acreditando firmemente na dignidade do trabalho, ele convence os sócios a substituir as esmolas assistencialistas por um trabalho de verdade, inventando para cada um, uma atividade incrivelmente adaptada às respectivas capacidades, mas indo também ao encontro às inevitáveis e humanas contradições. Um tema importante, tratado com humor e delicadeza, divertido e comovente, que pode parecer uma bonita fábula, mas que na verdade retrata uma realidade atual. Mais uma pérola do cinema italiano! Direção: Giulio Manfredonia / Roteiro: Fabio Bonifacci, Giulio Manfredonia / Estrelando: Claudio Bisio, Anita Caprioli e Giuseppe Battiston / 111 min / 31 October 2008 (Italy)
Após o filme: Roda de Conversa e discussão com Leonardo Pinho. Educador popular, do Fórum Paulista de Economia Solidária, assessor em economia solidária da Rede de Saúde Mental e Economia Solidária do Estado de São Paulo, membro da Associação Vida em Ação.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Pétalas nas Esquinas
Esqueci-me de ser meninaEsqueci-me de ser Maria
Esqueci-me a boneca
Uma lágrima inverteu e
Secou meu pranto e
Secou minha flor
Esqueci-me as rodas de ciranda
Esqueci-me as cantigas de ninar
Esqueci-me de subir nas árvores
Esqueci-me de ver o céu e
De um olhar ao longe
Se fez tão perto e
Apagou a luz
Esqueci-me das estrelas cadentes
Esqueci-me de brincar
Esqueci-me dos cadernos
Esqueci-me da poesia
Pois nas noites frias
Não desabrocham as flores
Esqueci-me do querer
Esqueci-me de sonhar
Porque na aspereza das esquinas
Não se fazem jardins e
minha flor despetalou
levada no caminho dos ventos
Esqueci-me daquela menina
Esqueci-me dos perfumes das flores
Esqueci-me de minha boneca
Esqueci-me do que sou
(Ana Lúcia da Silva)
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
A Contenção da Infância
O conceito de infância na pós modernidade foi modificado. Ser criança compreende, atualmente, um indivíduo letárgico de movimentos concisos, diante de uma televisão, de um videogame ou de uma tela de computador, chegando a "aborrecência" sem se fazer notar.
Ser bom filho é estar ajustado,ter boas notas,organização, pouca atividade motora (exceto nas aulas específicas: judô, natação, aulas de futebol e ballet,etc) e linguagem monossilábica - Quero - um computador novo, celular,Ipad e toda a parafernália do silenciar.
Mas há um grupo de crianças que não pára,levantam-se da cadeira na escola, não prestam atenção,não acompanham as atividades propostas, suas notas e desempenho escolar é sofrível e seu comportamento não se encaixa ao meio escolar e familiar. Elas são encaminhadas aos especialistas que deve dar conta dessa infância inquieta.
Este comportamento fora da norma é o seu desejo "inusitado" de ralar os joelhos, derrubar a tinta na roupa, correr sentindo o vento no rosto, brigar com o coleguinha na rua,rir e falar a valer, juntar insetos numa caixa de papelão, fazer o que lhe dá na telha,encher os pais de perguntas e reinvindicar sua atenção.
A escola para eles,é algo entre chato e insuportável, mas gostam das aulas de educação física, de artes, dos companheiros de classe e do lanche.O restante não lhes diz respeito, porque não é da ordem destas crianças aprender sem experimentar.
Mas estes comportamentos tornaram-se uma patologia, com direito a nosografia e medicação, são os TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade).
No final de 2010, no "I Seminário Internacional a Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e Outros Supostos Transtornos", realizado em São Paulo, os palestrantes foram taxativos: Há um aumento alarmante de diagnósticos e medicalização da infância, algo entre 10 a 20%, tomando uma proporção epidêmica de incapacidades jamais comprovadas.
A fala mais contundente foi da Professora Titular de Pediatria da Unicamp Maria Aparecida Moysés, que discorreu sobre os efeitos do metilfenidato, uma substância que afeta todos os sistemas do organismo. "Em qualquer livro de farmacologia, o que se divulga como efeitos terapêuticos dessa substância é caracterizado como um sinal de toxicidade." Segundo ela, a obediência obtida com o medicamento é o que, na farmacologia, é conhecida como "efeito zumbi", o que demanda a suspensão da substância.*
Ser-infância tornou-se um transtorno e nossas crianças estão contidas em camisas de força medicamentosas, emprestando seus corpos semi-mortos aos apelos de uma sociedade de normas técnicas e eficácia.
Ana Lúcia da Silva
*Dados do Jornal Psi- Conselho Regional de Psicologia SP
Ser bom filho é estar ajustado,ter boas notas,organização, pouca atividade motora (exceto nas aulas específicas: judô, natação, aulas de futebol e ballet,etc) e linguagem monossilábica - Quero - um computador novo, celular,Ipad e toda a parafernália do silenciar.
Mas há um grupo de crianças que não pára,levantam-se da cadeira na escola, não prestam atenção,não acompanham as atividades propostas, suas notas e desempenho escolar é sofrível e seu comportamento não se encaixa ao meio escolar e familiar. Elas são encaminhadas aos especialistas que deve dar conta dessa infância inquieta.
Este comportamento fora da norma é o seu desejo "inusitado" de ralar os joelhos, derrubar a tinta na roupa, correr sentindo o vento no rosto, brigar com o coleguinha na rua,rir e falar a valer, juntar insetos numa caixa de papelão, fazer o que lhe dá na telha,encher os pais de perguntas e reinvindicar sua atenção.
A escola para eles,é algo entre chato e insuportável, mas gostam das aulas de educação física, de artes, dos companheiros de classe e do lanche.O restante não lhes diz respeito, porque não é da ordem destas crianças aprender sem experimentar.
Mas estes comportamentos tornaram-se uma patologia, com direito a nosografia e medicação, são os TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade).
No final de 2010, no "I Seminário Internacional a Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e Outros Supostos Transtornos", realizado em São Paulo, os palestrantes foram taxativos: Há um aumento alarmante de diagnósticos e medicalização da infância, algo entre 10 a 20%, tomando uma proporção epidêmica de incapacidades jamais comprovadas.
A fala mais contundente foi da Professora Titular de Pediatria da Unicamp Maria Aparecida Moysés, que discorreu sobre os efeitos do metilfenidato, uma substância que afeta todos os sistemas do organismo. "Em qualquer livro de farmacologia, o que se divulga como efeitos terapêuticos dessa substância é caracterizado como um sinal de toxicidade." Segundo ela, a obediência obtida com o medicamento é o que, na farmacologia, é conhecida como "efeito zumbi", o que demanda a suspensão da substância.*
Ser-infância tornou-se um transtorno e nossas crianças estão contidas em camisas de força medicamentosas, emprestando seus corpos semi-mortos aos apelos de uma sociedade de normas técnicas e eficácia.
Ana Lúcia da Silva
*Dados do Jornal Psi- Conselho Regional de Psicologia SP
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